Feira do Livro e Pasárgada

A Praça da Alfandega (nome popular para a Praça Senador Florêncio) no centro de Porto Alegre, capital de todos os gauchos, passou por uma grande reforma, com recursos do projeto Monumenta. É lá, que no final de outubro, até a segunda semana de novembro, que se  promove uma das maiores (e mais tradicionais) Feiras do Livro do Brasil.

E passando pela praça já vi a construção das estruturas metálicas que sustentarão a "cidade do livro" (foto ao lado). 

E lembrando hoje, no dia da morte de Manuel Bandeira (1968), relembro um trecho dos poemas deste imortal reperesentante do nosso mundo literário. 


 

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca da Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive [...]

É o próprio Bandeira quem explica:

“Vou-me embora pra Pasárgada” foi o poema de mais longa gestação em toda minha obra. Vi pela primeira vez esse nome de Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. [...] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias [...]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: “Vou-me embora pra Pasárgada!”. Senti na redondilha a primeira célula de um poema [...].

(com informações do Brasil Escola

Comentários

  1. Eu gosto de ir em feiras de livros ao ar livre. Eu me sinto mais confortavel. Algumas vezes tem otimas amostras, quando bem organizadas.

    Bjs

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