Personalidades Farroupilhas III - Final - Bento Goncalves

Escrever sobre as personalidades farroupilhas foi muito prazeroso, recordar aqueles que fizeram a história deste estado, saber que hoje, nossas tradições, valores e símbolos são muito guardados e relembrados. Colocar a mão no peito quando se canta o hino riograndense é mais do que demonstração deste respeito. Trouxe aqui três personalidades, mas ela foram centenas, famosos e anônimos, que fizeram e fazem diariamente a história de nosso pujante pago, nossa terra, nosso chão.

Então para lembrar um pouco de Bento Gonçalves, líder desta revolução, alguns tópicos que destacaremos bem como o resumo do documentário com direção de Hique Montanari e fotografia de Alexandre Pinho.

Bento Gonçalves da Silva (Triunfo, 23 de Setembro de 1788 — Pedras Brancas, 18 de Julho de 1847) foi um militar e revolucionário brasileiro, um dos líderes da Revolução Farroupilha, que buscava a independência da província do Rio Grande do Sul do Império do Brasil

Retrato de Bento Gonçalves, século XIX. Acervo do Museu Júlio de Castilhos 
A Revolução Farroupilha iniciou-se em 20 de Setembro de 1835. No dia 25 daquele mês, o chefe militar declarou respeitar o juramento que havia prestado ao código sagrado, ao trono constitucional e à conservação da integridade do império. Em princípio, portanto, o levante não era de caráter separatista mas se dirigia contra o presidente da Província e Comandante das Armas. Mesmo assim, o Império não poderia aceitar a destituição de seus delegados - fosse por golpe ou não. 

Iniciava-se a luta que se estenderia por dez anos.

A 29 de Agosto de 1838 lança seu mais importante manifesto aos rio-grandenses onde justifica as irreversíveis decisões tomadas em favor da libertação do seu povo:

“     Toma na extensa escala dos estados soberanos o lugar que lhe compete pela suficiência de seus recursos, civilização e naturais riquezas que lhe asseguram o exercício pleno e inteiro de sua independência, eminente soberania e domínio, sem sujeição ou sacrifício da mais pequena parte desta mesma independência ou soberania a outra nação, governo ou potência estranha qualquer.Faz neste momento o que fizeram tantos outros povos por iguais motivos, em circunstâncias idênticas.     ”

E no trecho final, um juramento importante:

“     Bem penetrados da justiça de sua santa causa, confiando primeiro que tudo, no favor do juiz supremo das nações, eles têm jurado por esse mesmo supremo juiz, por sua honra, por tudo que lhes é mais caro, não aceitar do governo do Brasil uma paz ignominiosa que possa desmentir a sua soberania e independência.

Intrigas internas, num grupo desgastado pela longa guerra, em 1844, induzem Onofre Pires a destratar Bento Gonçalves, chamando-o de assassino (pelo assassinato de Paulino da Fontoura) e ladrão (das aspirações do povo, referindo-se ao teor da Constituição). Bento então convoca Onofre para um duelo, que se realiza em 27 de fevereiro de 1844. Onofre, atingido no duelo, dias depois viria a falecer por complicações advindas do ferimento.

A República Rio-Grandense teve seu fim na Paz de Poncho Verde, em 1º de março de 1845. Luís Alves de Lima e Silva - o Conde de Caxias -, general vitorioso, assumiu a presidência da Província. D. Pedro II, por sua vez, em sua primeira viagem como imperador pelas províncias do Império, foi ao Rio Grande em dezembro de 1845. Ao jovem monarca de vinte anos de idade, apresentou-se Bento Gonçalves, com seu uniforme de coronel e revestido de todas as medalhas com que havia sido condecorado por D. Pedro I, pela atuação nas campanhas militares do Primeiro Reinado.

Após o fim da revolta, Bento Gonçalves retornou para as atividades do campo sem interessar-se mais por política, Morreu dois anos depois, acometido de pleurisia, deixando viúva Caetana Garcia e oito filhos.

Fonte: Wikipédia


 

Agora é hora de mão no peito (para você que é gaúcho) para entender a beleza de nosso hino (abaixo) , da nossa cultura e da nossa gente.

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