Morte leva Paulo Brossard e Eduardo Galeano

Nem só de protestos vivemos neste fim de semana, um dos mais valorosos "filhos de Bagé", município do Sudoeste do RS, Paulo Brossard de Souza Pinto. morreu aos 90 anos. 

Era um dos mais brilhantes juristas e políticos brasileiros,habituado com os grandes disputas no terreno politico e jurídico, enfrentou o regime militar ao vencer, em 1974, o candidato da ARENA, Nestor Jost, em uma disputa pela vaga ao Senado, a posterior, foi consultor geral da república, ministro da justiça e presidente do STF. 

Era o tipo de perfil que ninguém contestaria a indicação a qualquer cargo e/ou função pública, devido ao seu currículo, fato que ultimamente está tão relegado a segundo plano, visto que, em sua maioria, indicações politicas ignoram a capacitação para vaga, inclusive em tribunais superiores de justiça, já que temos um ministro do STF, que possui apenas a graduação em direito.

E a grande geração de tribunos e políticos de nível elevado aos poucos vai saindo de cena, sendo substituídos por outros que não tem o gosto pela atividades pública, e sim pela fisiológica troca de favores e cargos. Triste isto..

E nesta segunda (13/04), surpreende a morte do jornalista Eduardo Galeano, autor do livro "As Veias Abertas da América Latina", que era uma obra reverenciada pelas esquerdas, e vem sendo o texto clássico dos sentimentos anticolonialistas, anticapitalistas e antiamericanos naquela região. Nesta obra, ele narra através de uma linguaguem poética a terrível exploração que atingiu os países latino-americanos, que provocou a extinção de vários povos.

Mas, no ano passado, ao afirmar que renegou o livro, "..afirmando que não estava qualificado para tratar do tema e que o texto era ruim..", as suas declarações deflagraram um vigoroso debate regional, com a direita caprichando no "eu não disse?" e a esquerda persistindo em uma defesa ferrenha do livro. Complementou dizendo  "... eu não seria capaz de reler esse livro; cairia dormindo. Para mim, essa prosa da esquerda tradicional é extremamente árida, e meu físico já não a tolera..."

Concordo , desta vez, com o autor, já que li este livro (obrigado pelo professor de EPB da PUC/RS) em 1985, e ele era ( e ainda é) árido e controverso.

Na aridez de nosso panorama político econômico na América Latina, vejo que se prender a livros e idealogias é como rabo de cavalo, só cresce para baixo.


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