Classicos da Musica Mundial - Mozart , Bodas de Figaro

Um dos setes filhos do compositor, cantor, ator e violinista profissional Leopold Mozart (1719-1787) e de Anna Maria Walburga Pertl (1720-1778), Johann Chrisostomus Wolfgang Amadeus Mozart, mais conhecido como Amadeus Mozart, destaca-se pela sua precoce genialidade que se considera o maior prodígio da história da música.

Teve os primeiros contatos com o cravo aos quatro anos de idade, quando seu pai dava aulas a sua irmã Maria Anna (1751-1829), apelidada de Nannerl. Nessa aulas, após Maria Anna deixar o instrumento para o descanso, o menino Amadeus tomava o seu lugar e começava a tocar, demonstrando uma habilidade espantosa. E isso chamou a atenção do pai que resolveu investir nesse talento, passando a ensinar ao casal de irmãos.

Aos cinco anos de idade já compunha e tocava minuetos. O pai concluiu que esse prodígio devia ser mostrado e divisou aí também uma possibilidade de ganhar dinheiro, visto que vivia em dificuldades com o pequeno salário que recebia pelo trabalho na igreja do Arcebispo Schrattenbach.

O religioso foi condescendente com Leopold o tempo todo, permitindo que este se ausentasse com os filhos, em exaustivas excursões artísticas iniciadas em 1762, que os levaram à Alemanha, França, Inglaterra e Itália, colocando-os em contato com os maiores músicos e compositores da época. Amadeus e a irmã, logo superada em talento, tocaram para os reis, rainhas e duques em grandes festas das cortes desses países.

Ainda criança, Amadeus passa a compor. Aos nove anos já era autor de sinfonias e, aos quinze, já havia compilado mais de uma centena de obras substanciais. Em 1771, fixa-se em Salzburgo para trabalhar com o pai na corte do arcebispo local, mas continua a viajar e a aceitar pedidos de composições vindos do exterior.

Mas Amadeus quer uma vida independente e passa a viver como professor, pianista e concertista, mudando-se para Viena, em 1781. Dedica-se com afinco à opera e cria obras que são hoje consideradas as melhores de todos os tempos, entre elas, "Idomeneo" (1781), "O Rapto no Serralho" (1782), "As Bodas de Fígaro" (1786), "Don Giovanni" (1787), "Cosi fan Tutte" (1790), "A Clemência de Tito" (1791) e "A Flauta Mágica", também de 1791, a sua obra mais conhecida, feita a partir de uma história oriental de contos de fadas. Além destas, Mozart compôs ainda 27 concertos para piano de 26 quartetos para cordas.

Divulgou-se que o talento de Mozart provocou a inveja do compositor italiano Antonio Salierei e que este seria o responsável pela sua morte, por envenamento. Essas suspeitas estão descritas na ópera de Rimski-Korsakov, "Mozart e Salieri" (1898). O escritor Peter Shaffer escreveu uma peça teatral sobre o mesmo tema, adaptada para o cinema por Milos Forman, com o título "Amadeus".

O filme, de 1984, retrata um Salieri medíocre musicalmente e um Mozart genial. Mas esse fato nunca foi comprovado, ficou no terreno da lenda e também Salieri jamais foi um músico medíocre, pois teve alunos ilustres, como Schubert, Liszt e Beethoven. A divulgação do nome de Salieri deve muito a esse episódio.

Mozart sempre teve a saúde debilitada, talvez pelas constantes viagens da primeira infância, nem sempre em condições adequadas, e foi acometido de diversos males durante a sua vida, vindo a falecer precocemente aos 35 anos de idade, vítima de febre reumática-inflamatória, deixando inacabada a encomenda de um "Réquiem". (AAR)

Vídeo - Abertura das Bodas de Figaro - English Baroque Soloists
 
Fonte: Folha de S. Paulo, Nova Enciclopédia Ilustrada

Um comentário:

  1. Principe Encantado21 de março de 2010 14:28

    Muito boa matéria, uma exelente breve biografia deste compositor maravilhoso.
    Abraços forte

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